quarta-feira, novembro 14, 2012

Você precisa saber..


I want you to know
That I'm happy for you
I wish nothing but
The best for you both
An older version of me
Is she perverted like me?
Would she go down on you in a theater?
Does she speak eloquently?
And would she have your baby?
I'm sure she'd make a really excellent mother
'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died? 'Til you died?
But you're still alive
And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
You seem very well
Things look peaceful
I'm not quite as well
I thought you should know
Did you forget about me, Mr. Duplicity?
I hate to bug you in the middle of dinner
But it was a slap in the face
How quickly I was replaced
And are you thinking of me when you f*** her?
'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died? 'Til you died?
But you're still alive
And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
'Cause the joke that you laid in the bed
That was me, and I'm not going to fade as soon

As you close your eyes, and you know it
And everytime I scratch my nails
Down someone else's back, I hope you feel it
Well, can you feel it?
Well, I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

domingo, novembro 11, 2012

The pretender.

*11/11/11 - + 11/11/12


Aqui jaz uma lembrança... 
Aqui jaz uma esperança ...
Aqui jaz um pouco de amor.. 





                       

Hoje eu queria poder dizer que essa mesma data um ano atrás foi um dia que valeu a pena. 
Hoje eu queria acreditar
que mesmo que as coisas não saiam como esperávamos
as pessoas ainda valem a pena.

Me esqueço da capacidade sem fim de dissimular.
"Olhos de cigana, oblíqua e dissimulada" 
Como te descreveria José Dias?
"Olhos de coitado, esquivo e dissimulado". 
Talvez..

Com as coisas mudam em um ano!
Amigos se transformam
tornam-se irreconhecíveis.
Outros partem...
Novos amigos surgem
e tornam-se indispensáveis.

Muda-se o corte de cabelo
a cor
o comprimento..
Muda o livro favorito
a moda
a música.
a cabeça.
a mente.
(às vezes, nada muda.
Nada...
tudo acontece no mesmo ciclo vicioso)

Em um ano, você mudou tanto.
Ou será que mudou nada?
Ainda não sei se você existiu ou se eu te inventei.
O fato é que está morto.

Se existiu, mudou tanto que está irreconhecível.
Se inventei, nunca existiu.
Foi uma ilusão.
Fui seu brinquedo.
Um brinquedo que não mereceu nem um pedido de desculpas..
Logo estive enganada neste último ano, de qualquer forma
Seja realidade ou ilusão: acabou.

Um pouco de mim morre quando me decepciono com alguém
a esperança, que já é pouca, se esvai..
Um pouco de mim morre quando vejo que o amor dedicado foi em vão..
por isso, hoje estou de luto.

Estou de luto porque a pessoa que eu conheci morreu.
Estou de luto porque a ilusão que eu criei morreu.
Estou de luto porque é uma pena que as pessoas sejam tão pouco..
quando acreditávamos que elas fossem muito.

Uma pena.
Uma lástima.

mas cansei de lamentar.

Agora me sinto aliviada.
Se não era o que eu pensava ser,
melhor que seja assim.
Se era e mudou, também.

Doeu tanto.
Ainda dói.
Mas tá passando.. vai passar..





"Eu deixarei... 

tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos
 e tu desabrocharás para a madrugada. 
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,

 porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite

 e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente,

 a tua voz ausente,
 a tua voz serenizada."

(Ausência, Vinicius de Moraes)

segunda-feira, setembro 17, 2012

Eu te perdoo.

Teve uma epifania!
Um daqueles momentos únicos em que todas as dúvidas e incertezas se resolvem como em um passe de mágica.
Então era isso, exatamente isso, de que precisava.
Mas como?
Respirou fundo e refletiu, tentando não tomar nenhuma atitude precipitada.
Na verdade, dificilmente ela tomava atitudes precipitadas, era cautelosa demais. Medrosa demais.
Escolheu a maneira de que mais gostava. A qual sempre escolheu. E nunca falhou.
Então pegou um papel, uma caneta e escreveu a carta que nunca iria enviar:

"Eu sei que você não precisa das minhas desculpas.
Você não se importa se eu te perdoo ou não..
Sei que, pra você, não importa se eu te acho a pior pessoa do mundo ou a melhor.
Sei também que você não se preocupa se eu sobrevivi,
ou se eu fiquei arrasada, devastada, destruída...
Não é problema seu.
Eu sei.

Sei que para você foi mais fácil ignorar...ser indiferente.
Simplesmente porque você não iria dizer o que eu queria ouvir.
Ou, talvez, iria.
Em uma tentativa de fazer eu me sentir menos pior. 
Mas não disse. Ainda bem!
Afinal, não havia mais o que dizer.
E você fez bem em me ajudar a não me enganar mais.
Em deixar eu digerir a verdade. Me acostumar.
Que mais uma vez... de novo
(de novo... de novo... )
 deu tudo errado!

Mas eu preciso te desculpar.
E preciso que seja de verdade, sincero.
Eu preciso te perdoar.
Porque esse sentimento que está aqui não é meu, não me pertence, não combina.
Está me matando, me consumindo...
Eu preciso te perdoar, por mim.
Porque quando eu o fizer, você vai me deixar em definitivo.
Eu preciso te perdoar pra te esquecer.
Eu preciso sentir absolutamente nada por você
Nem raiva,
Nem ódio,
Nem pena,
Nem desprezo,
nem mágoa,
nem amor,
nem saudade,
(principalmente saudade)
a Indiferença total. 
É dela que eu preciso. 
Ela, que você já encontrou. 

Eu preciso te perdoar para poder me perdoar...
Porque a grande culpada dessa história fui eu.
Eu deixei tudo chegar aonde chegou.
Você me avisou, mas eu quis pagar pra ver
fui teimosa,
cabeça-dura,
cega,
ridícula
e burra.
Eu preciso entender que eu me enganei sozinha,
me enfiei sozinha nesse problema.
E que todos erram, 
Corrijo: todos que amam erram. Erram tentando acertar. 
Logo eu posso errar também. 
E errei. 
Preciso me perdoar por isso.
Te culpar não vai mudar nada,
te culpar não vai me deixar menos triste,
te culpar só me deixa rancorosa...
te culpar não vai fazer com que você sinta culpa alguma
Então eu preciso e vou te desculpar..

Para isso, eu vou acreditar que a pessoa que eu conheci existe, sim, 
apenas cometeu um erro.
Um erro estúpido, 
tão péssimo como o que EU cometi: 
o erro de permitir que as pessoas passem dos limites conosco, 
que as pessoas deixem suas loucuras nos afetar.
De não saber a hora de parar. 

Então, eu vou me lembrar da pessoa que me fez perder o chão,
que me fez ter coragem de tentar mais uma vez.
Eu vou lembrar do carinho que eu tinha por ela e vou perdoá-la. 
Vou buscar aquela sinceridade que eu costumava ver no seu olhar
vou acreditar que eu não me enganei completamente 
e entender que tudo não passou de um erro
e tantas pessoas erram...
Você não foi o primeiro 
e nem será o último.    

E quando eu conseguir te perdoar, 
me perdoar
e tudo isso passar,
você será apenas uma lembrança
escondida em uma piada sem graça, 
ou em um rock das antigas, 
uma lembrança que não vai mais voltar
mas, principalmente, uma lembrança que não vai mais doer.

Eu te perdoo." 

Passou os olhos sobre a folha.
Leu mais uma vez a fim de que tudo aquilo ficasse gravado em sua memória.
Dobrou, enfiou em meio a um livro.
Fechou-o.
Apagou a luz e deitou a cabeça no travesseiro.
Uma cabeça mais leve.. enfim!
(Maybe you was right/:didn't want a fight./I should've known!/Couldn't read the signs,/couldn't draw the line: I should've known! No, I can not forgive you yet./No, I can not forgive you yet./To leave my heart in debt./I should've known)


domingo, setembro 02, 2012

Vinte e Seis


  1. Eu tenho dificuldade para ler algarismos romanos. 
  2. Tenho medo de brinquedos de Parque de Diversões. Eu vou. Mas morro de medo. 
  3. ERA  fã do Leonardo. (Aquele, da dupla sertaneja, sabe? Esse mesmo)  
  4. Não gosto de azeitonas. 
  5. A-d-o-r-o Coca-cola. E cerveja! Ambos bem gelados!  
  6. Não sei fazer contas de dividir de cabeça. Com dois números na chave então, impossível! 
  7. Adoro usar vestidos. 
  8. Minha música favorita no mundo é Under Pressure do Queen. 
  9. Eu já vi um Beatle. Assim, de pertinho mesmo.  
  10. Os melhores anos da minha vida foram de 2004 a 2008, quando estudei na Unicamp.
  11. Já me formei há quatro anos e ainda não fiz pós, nem mestrado, nem especialização. E nem tô afim de fazer
  12. Minha cor favorita é vermelho.
  13. Sou irremediavelmente apaixonada por Paris. 
  14. Tenho uma memória irritantemente boa para algumas lembranças, fatos e conversas e péssima para outras, como por exemplo: senhas.
  15. Nunca tive um namorado. (mas já amei alguns caras como se fossem um) 
  16. Nunca acostumei a acordar cedo. Logo acordo, geralmente, de mau humor.
  17. Ainda não li todo Grande Sertões: Veredas. Em compensação, já perdi as contas de quantas vezes li O pequeno príncipe. 
  18. Assisto novelas. E Big Brother. E leio horóscopo. (Me julguem!)  
  19. Não me acho bonita. 
  20. Sempre dou risada das piadas do Joãozinho. E de trocadilhos infames.  
  21. Tenho ciúmes e um poço de insegurança, mas sou incapaz de demonstrar. (pelo menos, eu acho que não demonstro)   
  22. Me acho inteligente.
  23. Eu quero ter um beagle que vai se chamar Quincas. 
  24. Tenho uma habilidade incrível para derrubar, quebrar e perder coisas. Já perdi dois celulares em um semana.
  25. Ainda sonho em ser mãe.
  26. Mas antes, quero viajar muito e conhecer esse mundão de meu Deus!    
Vinte e seis anos. 
E uma série de "nãos" na lista de coisas a fazer.
Uma saudade imensa da satisfação de já ter realizado tantas outras.
Muitas perguntas, poucas respostas e uma certeza: não sei viver sem amigos.
(nem sem bacon!) 

Chego aos vinte e seis anos com uma ansiedade imensa.
Como se a partir da meia-noite de hoje tudo pudesse mudar.
Acreditar nessas "mágicas" nos ajuda a levantar da cama todos os dias. 
Esperar por dias especiais tornar os outros suportáveis.
Sem dúvida, queria estar transbordando de alegria. Tenho muitos motivos para estar.
E apenas um que não me permite estar. Matematicamente injusto. Eu sei. Mas real e incontrolável. 
Me sinto muito mal em ainda não estar plenamente feliz mesmo depois de todas as demonstrações de carinho que recebi nos últimos dias.
Desculpem-me pela ingratidão - sou humana demais.

Espero que a partir deste três de setembro, a tristeza vá embora de mim.
Espero renovar. Recomeçar. 
Aos poucos, mas recomeçar. 
E a todos que estiveram ao meu lado nesses dias: MUITO, mas MUITO OBRIGADA! 
Eu os amo demais! 

   

sexta-feira, agosto 31, 2012

Bonne Rentrée.

Eu aprendi no 13anosdepois que na Europa é comum se referir ao começo do ano no mês de setembro. É o que eles chamam, na França, de Rentrée! Tudo culpa do Sol! Pra nós, que temos o verão em dezembro/janeiro, isso parece absurdo, mas se pararmos pra pensar, o ano começa com o verão, oras! Logo, se eles têm as férias de verão em julho/agosto, o ano só começa, de fato, em setembro.

Não sou europeia. Não tenho sequer ascendência. Mas faço aniversário em setembro. E sempre, mesmo antes de saber disso, mesmo antes de ir pra Europa, SEMPRE sinto em agosto aquele cansaço de ano que está chegando ao fim e setembro como um recomeço. Se, para eles, é o verão que incia, para nós, é a chegada da primavera. E tem coisa que se pareça mais com um recomeço do que a Primavera? 

E desta vez, mais do que nunca, eu quero recomeçar. E quero recomeçar porque cansei dessa velha-mesma-história. Até mesmo o filme favorito, um dia enjoa. Até mesmo a melhor história, um dia cansa. Até mesmo a melhor música, um dia tem que sair do repeat. É como a insistência naquele prato favorito no restaurante, você já sabe que é bom, é como se ele fosse o único no mundo. E você acha que ele é o melhor, mas nunca provou os outros, então nunca vai saber. Nunca vai saber se existem outros melhores. E quer saber? Eles existem. 

E eu cansei. Cansei de mim. Cansei de mim como sou/estou. Cansei das minhas histórias. Cansei das minhas reclamações. Eu não me aguento mais.

E que venha setembro. E que venha a primavera. E que venham os vinte seis anos. Que partam as lagartas e cheguem as borboletas. Que calem-se os "Não" e digam-se os "Sim". Que risquem-se os Quases. Que esclareçam-se os porquês. Que novas histórias sejam escritas, principalmente, com novos finais. Que eu me perca, me busque, me encontre.Metamorfosear-me-ei.  

Feliz Ano Novo. Bonne Rentrée. 

terça-feira, agosto 21, 2012

Vai passar

Te vejo errando e isso não pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
"Cê" acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia


E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
Curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar


domingo, agosto 05, 2012

As meninas legais.

As meninas legais não vão se incomodar se você for ao futebol ou tomar uma cervejinha com os amigos. Ou ainda se vai preferir ficar jogando video-game a assistir a comédia romântica que ela queria. Aliás, as meninas legais gostam de jogar video-game com você. Ou se não gostam, pelo menos, não se incomodam. Elas não vão fazer bico se você não for com ela às compras. Ou se não fez o que ela queria que você fizesse. As meninas legais gostam de ter o seu próprio espaço. E querem que você tenha o seu também.

As meninas legais sempre vão querer ser amiga dos seus amigos também, porque sabem o quanto eles são importantes pra você. E vão querer que eles estejam junto com vocês em momentos importantes. Elas vão querer, inclusive, conhecer suas amigas. E ser amiga delas. Pode ser que ela sinta ciúme delas. Mas aos poucos, ela vai aprender a respeitar as suas escolhas. Elas sempre terão o maior orgulho em te apresentar para seus próprios amigos, parentes e etc. As meninas legais vão querer sempre que vocês não sejam só amantes, mas também parceiros, companheiros e cúmplices.

As meninas legais não querem sua senha do facebook. Nem fuçar nas suas mensagens de celular. As meninas legais não querem descobrir o que você esconde. Elas preferem admirar aquilo que você mostra.
As meninas legais não são necessariamente as mais bonitas, as mais descoladas ou as mais inteligentes. Muito menos tudo isso ao mesmo tempo. Elas não tomam coca zero e nem evitam tomar uma cerveja "porque dá barriga". Elas não deixam de tomar um banho de mar (e nem de fazer várias outras coisas) porque vai estragar o cabelo. É claro que ela não está plenamente em paz com seu corpo. Geralmente, as meninas legais não se preocupam tanto com ele, ou pelo menos, não tanto quanto as-meninas-perfeitas, mas elas preferem estar em paz com o espírito, em paz com suas próprias vontades. Elas não fingem que estão felizes, elas são. E se estão tristes, também não fingem não estar. Elas não escondem que têm desejos, vontades. Elas erram muito. Arrependem-se. Falam demais, às vezes. Pagam mico. Quebram as regras de conduta. As meninas legais são capazes de deixar de lado tudo que dizem ser certo ou errado para ser feliz por alguns momentos. Alguns breves momentos que a fazem perder o chão. O ar. E que a vão fazer suspirar sempre que lembrar. Fazem aquilo que as meninas perfeitas dizem que "não pode" porque se não o cara não vai gostar de você. O problema é que as meninas legais não precisam provar pra ninguém que são indestrutíveis, impecáveis e imbatíveis.Simplesmente porque sabem que não são nada disso. Elas conhecem - até demais - os seus próprios defeitos.

As meninas legais, às vezes, são chatas. Tem suas manias, a personalidade forte. As meninas legais costumam não forçar as aparências, como as meninas perfeitas. Muitas vezes, as meninas perfeitas parecem até ser mais legais do que as meninas legais. É que as meninas legais não se importam em ter mau humor, um dia ruim, reclamar das coisas, ter sua dose de pessimismo diário.

As meninas legais sempre perdem para as meninas perfeitas.As meninas legais sofrem em silêncio, amam em silêncio e torcem baixinho para que seus amores estejam bem, felizes e que as meninas perfeitas não os maltrate tanto. As meninas legais sempre são ótimas amigas, mas não servem para namoradas.

Talvez, elas não sejam tão legais assim. É, talvez não sejam. Talvez elas achem que são, mas não são. E as meninas legais ficam sempre tentando entender o que há de errado com elas. Às vezes, elas querem ser como as meninas perfeitas. Porque no fundo estão tão cansadas que não querem mais tentar entender o que está fora do lugar. Querem apenas ser amadas.

Com certeza você já foi amado por uma menina legal. Provavelmente, você disse pra ela "vamos ser amigos" e ela concordou, com um meio sorriso enquanto seu coração se desmanchava em milhares de cacos impossíveis de serem colados novamente. Provavelmente, você já foi amigo/amiga de uma menina legal e já se perguntou como é possível que alguém não a ame. Com certeza, você já viu uma menina legal chorar. Ou já quis tentar consolá-la e dizer que um dia ela iria encontrar um cara legal (poucas coisas são tão tristes quanto ver uma menina legal deixar de sorrir)

No fim, elas sempre voltam a sorrir. Talvez um dia, as meninas legais se conformem de que a vida apenas não é justa. Aceitem que nunca serão como as meninas perfeitas. E elas vão continuar amando em silêncio, sofrendo em silêncio, espalhando sorrisos tristes e torcendo para estarem completamente enganadas. Para um dia serem surpreendidas e se darem conta de que "oh, a vida não é tão injusta assim". Mas se isso não acontecer, espero apenas que elas não deixem de ser meninas legais. Porque, sem dúvidas, o mundo seria muito mais chato sem elas.

(Uma das meninas mais legais do cinema) 

segunda-feira, julho 09, 2012

O final alternativo


- UM IDIOTA! É isso o que ele é! Está pensando o que? Que vai ser fácil achar alguém como eu? Ah... não vai... não vai mesmo! Quem mais vai aguentar? Só eu pra aguentar aquele idiota! Quer saber? Eu não vou mais aguentar, não! Ele não me merece! E eu não mereço ficar aqui, sofrendo a toa...

E ela fez como toda garota com o coração partido faz. Depois de chorar, gritar, fazer o seu drama pessoal, ligou para as amigas solteiras com a boa nova (elas sempre procuram as amigas solteiras). Ouviu meia-dúzia de palavras motivacionais que ela queria tanto ouvir, para dar aquela massageada no ego: "você é muito pra ele", "ele vai se arrepender, não liga não" "logo você conhece alguém muito melhor" - e passou à fase do convencimento: convencer-se de que era melhor estar sozinha, faria o que quisesse, sem dar satisfações a ninguém, era nova demais  e iria aproveitar a vida. É, era isso mesmo que iria fazer.

- Mano...LOUCA, essa garota é LOUCA! Se pá, o louco sou eu né? Só podia estar louco mesmo pra namorar uma mina dessa, pelamor! Ligar pros cara, tomar uma, esfriar a cabeça...

Os "cara" não discutiram muito o assunto. Concordaram que mulher é mesmo tudo louca, exagerada demais! Dramáticas! E decidiram que o melhor a fazer era não se amarrar, tem altas festas vindo por aí, logo chega o carnaval.. bora sair, beber e ver o que tem de bom no momento. Ele estava chateado. Mas para os homens é mais difícil sofrer. Coisa de viado, você sabe. Não pode perder muito tempo com isso

E assim os dois mergulharam na vida de solteiros. Ele, quando percebeu, já estava bêbado. Quando se deu conta, estava xavecando as garotas. Beijou uma, duas talvez. Ela também. Beijou um rapaz que pegou seu telefone, foi ao banheiro e não voltou. Ele não pegou o telefone e nem voltou. Ambos se divertiram, ou pelo menos acreditavam estar se divertindo. Queriam estar. Mas ele sempre vem. Depois que a bebida passa, depois que os amigos vão embora,  na hora que você põe a cabeça no travesseiro, vem o vazio...o vazio da ausência. Então você se dá conta de que foi tudo em vão, afinal é difícil ser solteiro com o coração ocupado. ..

E agora? Bem, se eu bem vos conheço,  Leitor (a), espera que eu lhe dê um final feliz, não é mesmo? Você chegou até aqui e já está torcendo por um final feliz: que eles se reconciliem, percebam que se amam e fiquem bem. É incrível como sempre queremos o final feliz.. até mesmo quando sabemos que ele não existe.
E esta é uma crônica escrita por alguém que não conhece os finais felizes. Dizem que eles existem, mas eu acho que na verdade foi tudo uma invenção do Walt Disney para vender mais os seus filmes. Está é uma crônica ácida, Leitor, escrita por alguém que já teve tantos "quases" na sua vida e que aprendeu que nem sempre as coisas acontecem como nós gostaríamos que acontecesse...

Ela acordou arrasada, devastada... e como é difícil estar devastada num mundo onde pedem o tempo todo para que seja forte, feliz e bem resolvido. Ninguém está preparado para admitir fraquezas. Ela não queria admitir que estava arrependida. Mais: culpada. Odiava-se por sentir-se assim: exagerou, falou demais, podia ter pegado mais leve.. Mas odiava-se tanto por isso que até espalhava esses pensamentos para que pudesse fingir que eles não existem. Seguiu as regras do mundo: estava bem! Ou pelo menos, iria ficar! E precisava dizer pra todo mundo, precisava mostrar pra ele o que ele estava perdendo. Gritou aos quatro ventos das redes sociais como estava bem e feliz: tudo ilusão. Pura falsidade. Os sorrisos das fotos. Os trechos de música barata no status. As piadinhas internas entre as amigas. Um grande teatro que enganou nem ela mesma. Muito menos ele.

- Louca...louca...

Enquanto ela encenava, ele mostrava indiferença. O seu jeito de mostrar que estava bem era fazer simplesmente nada. Não mostrar reação alguma. Nem sofrer, nem comemorar. Fingiria que não tinha visto nada daquilo.. ou pior: viu e não se importou. Gostava dela sim, mas será que valia a pena? Queria conversar, numa boa e o que ele via? Um holofote dizendo: "Ei, olhe pra mim! Estou chamando atenção" em uma página do facebook.

O teatro durou mais alguns dias. E logo veio outro final de semana. E o ritual começou novamente. Dessa vez, ele pegou o telefone. Dessa vez, ele ligou no dia seguinte. A menina parecia gente boa - sabe como é, enquanto elas ainda não têm "posse" sobre eles, sempre fingem ser gente boa, depois é que elas ficam loucas, todas, sem exceção - E eles saíram mais umas outras vezes. A menina era realmente legal. Essa terceira - que não tinha entrado na história - era uma daquelas garotas que tiveram o coração partido também e veem em um novo encontro a chance de finalmente encontrar o amor. Como muitas solteiras, saia com esperança de que encontrasse alguém legal, alguém disposto a começar algo legal..alguém que ligasse no dia seguinte. E ele ligou. E tudo parecia bem...

Até que a primeira, aquela, a louca, percebeu que estava perdendo. E então surgiu o espírito competitivo, ela não precisava mais mostrar a ele quem estava perdendo, ela precisava NÃO perdê-lo. E o script mudou - a senhora-bem- resolvida virou a madalena-arrependida, esqueceu-se do orgulho, voltou atrás, disse que sofreu, sentiu falta, "A gente se ama, tudo que vivemos não pode terminar com uma briguinha qualquer", surpreendentemente ela conseguiu ver com clareza aquilo que ele tinha visto desde o princípio. "Ela mudou, está mais calma, arrependida, eu também vacilei.. tem razão, devemos tentar...."

Eles voltaram. Ela não mudou. Nem ele. Por um tempo, tudo parece bem. Mas é só uma questão de tempo. Sabe-se lá até quando eles vão resistir.. o teatro continua. Sempre continua. Declarações, fotos, recados de amor.

E a terceira? Aquela que não tinha entrado na história? Pois é, ele não respondeu mais às mensagens, não ligou mais.. era lacônicos nas respostas, ele nem se deu ao trabalho de inventar uma desculpa qualquer e um dia ela se deparou com um "em relacionamento sério" na sua timeline. E até hoje ela se pergunta o que fez de errado, qual era o seu problema? Remendou os cacos do seu coração novamente e tenta continuar, tenta não desistir, embora já tenha desistido....

Bem, Leitor, pode não ser poético, pode não ser motivador, mas este é o final que eu tanto conheço. E aposto que você conhece também,  que já viu milhares de histórias assim. Muito mais do que o da outra crônica. E agora está aí, se perguntando, qual é o seu papel nessa história...


segunda-feira, julho 02, 2012

Uma crônica perdida em meio às anotações...

- UM IDIOTA! É isso o que ele é! Está pensando o que? Que vai ser fácil achar alguém como eu? Ah... não vai... não vai mesmo! Quem mais vai aguentar? Só eu pra aguentar aquele idiota! Quer saber? Eu não vou mais aguentar, não! Ele não me merece! E eu não mereço ficar aqui, sofrendo a toa...

E ela fez como toda garota com o coração partido faz. Depois de chorar, gritar, fazer o seu drama pessoal, ligou para as amigas solteiras com a boa nova (elas sempre procuram as amigas solteiras). Ouviu meia-dúzia de palavras motivacionais que ela queria tanto ouvir, para dar aquela massageada no ego: "você é muito pra ele", "ele vai se arrepender, não liga não" "logo você conhece alguém muito melhor" - e passou à fase do convencimento: convencer-se de que era melhor estar sozinha, faria o que quisesse, sem dar satisfações a ninguém, era nova demais  e iria aproveitar a vida. É, era isso mesmo que iria fazer.

- Mano...LOUCA, essa garota é LOUCA! Se pá, o louco sou eu né? Só podia estar louco mesmo pra namorar uma mina dessa, pelamor! Ligar pros cara, tomar uma, esfriar a cabeça...

Os "cara" não discutiram muito o assunto. Concordaram que mulher é mesmo tudo louca, exagerada demais! Dramáticas! E decidiram que o melhor a fazer era não se amarrar, tem altas festas vindo por aí, logo chega o carnaval.. bora sair, beber e ver o que tem de bom no momento. Ele estava chateado. Mas para os homens é mais difícil sofrer. Coisa de viado, você sabe. Não pode perder muito tempo com isso

E assim os dois mergulharam na vida de solteiros. Ele, quando percebeu, já estava bêbado. Quando se deu conta, estava xavecando as garotas. Beijou uma, duas talvez. Ela também. Beijou um rapaz que pegou seu telefone, foi ao banheiro e não voltou. Ele não pegou o telefone e nem voltou. Ambos se divertiram, ou pelo menos acreditavam estar se divertindo. Queriam estar. Mas ele sempre vem. Depois que a bebida passa, depois que os amigos vão embora,  na hora que você põe a cabeça no travesseiro, vem o vazio...o vazio da ausência. Então você se dá conta de que foi tudo em vão, afinal é difícil ser solteiro com o coração ocupado. ..

E agora? Bem, se eu bem vos conheço,  Leitor (a), espera que eu lhe dê um final feliz, não é mesmo? Você chegou até aqui e já está torcendo por um final feliz: que eles se reconciliem, percebam que se amam e fiquem bem. É incrível como sempre queremos o final feliz.. até mesmo quando sabemos que ele não existe. Pois bem, estamos no mundo onde ele existe - o mundo da ficção, e se é final feliz que vocês querem, aí está...

Acordaram arrasados. Vazios. Com um buraco imenso no coração e um peso enorme na cabeça. Ela se olhou no espelho e além da maquiagem borrada viu um poço de tristeza nos olhos, pensou "Ele é um idiota, e eu sou mais idiota ainda de pensar tanto neste idiota..." . Ele espreguiçou, esfregou os olhos, sentiu-se tão  triste, além da boca seca, um nó na garganta:  "Saudade daquela louca..."

Um deles ligou. Não importa qual. Talvez ele, menos orgulhoso. Ela fez de durona, mas sabia desde o momento que o telefone tocou que iria ceder. Ele sabia que ela iria ceder. E aos poucos, o vazio se preenchia. Com a voz, com o barulho do sorriso, até mesmo com o tom de orgulho ferido que aos poucos dava espaço a vontade de acabar logo com aquilo tudo e esquecer o que já nem sequer lembravam.

E o resto? Bem, o resto vocês já sabem: e foram felizes para sempre! (ou pelo menos, até a próxima briga)




ps.: Ei, você que me conhece tão bem, achou que esta crônica não tem nem um pouco "cara" de Sue Ellen? então, me aguarde.. tenho um final alternativo! :) 


quarta-feira, maio 16, 2012

De Chico Mineiro a Gustavo Lima (e você): o que aconteceu com a música sertaneja?

Minha família toda sempre gostou de música sertaneja. Desde que eu me entendo por gente, eu escuto nas festas de fim de ano, aniversários, churrascos, enfim, juntou todo mundo, imediatamente, rolava o sertanejão. (aoo paixão!) Como diria a teoria determinista, o homem é influenciado pelo meio. E comigo não foi diferente. Até os dez anos, se não me engano, eu era fã de Leandro e Leonardo (ok, não me orgulho disso tá? ainda bem que as coisas mudam! Passou! UFA!) e eu já ouvi muita música sertaneja. Aliás, quem nunca chorou cantando Bruno e Marrone não sabe o que é se sentir compreendida no mundo depois de um pé na bunda (Vai encontraaaaaaaaaaar.. alguém que você ama e que te faça o que fez comiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiigo). E as declarações melosas, "a dor de corno", ou ainda a poesia de Saudade da Minha Terra, Chico Mineiro, Fio de Cabelo, Boite Azul e, a top mais top de todas, Evidências! Que atire a primeira pedra quem não sabe cantarolar uns versos de qualquer uma dessas músicas!

Pois é, minha gente, houve um tempo em que a música sertaneja era poesia. Poesia barata, melosa, com refrões fáceis de se repetir, ultrarromântica, mas era poesia, oras. (não é porque você acha um saco o romance "água-com-açúcar" de José de Alencar que ele vai deixar de ser um romance, certo?)Para mim, ouvir música sertaneja tinha dois propósitos: lembrar da família e sofrer de amor. O eu-lírico das letras sempre sofria de amor, desconsoladamente.. (Estou casando mas o grande amor da minha vida é você! - quem lembra dessa?) Ou ainda, quando existia uma malícia, era tola, ingênua, quase infantil, com trocadilhos que tornavam a música divertida. 

O que eu não consigo entender é: em que momento o sertanejo virou hino a solteirice, putaria e alegria coletiva? Isso já não acontecia nas Micaretas? Era lá, no Axé, que as pessoas gritavam aos quatro cantos que queriam muito beijo na boca, que iriam curtir, beber até cair, solteiro para sempre e etc  (tem aluninhos que leem isso aqui então não vou comentar o restante...). O Sertanejo Universitário não é " um nem outro": descaracterizou completamente a música sertaneja e mudou o ritmo das músicas podres das micaretas. (aliás, a tal música milionária do Michel Teló nada mais é do que uma adaptação (piorada) de um axé lá de porto seguro). 

Não gosto do sertanejo universitário não é porque ele é modinha, todos gostam e eu tenho que ser do contra. Embora hoje meu gosto musical seja outro, dedico todo meu respeito ao sertanejo que sempre ouvi na minha casa, o que me incomoda no sertanejo universitário é que tornou-se "mais um". Mais uma porcaria que vende muito. Mais letras monossílabicas - tchutcha, tchetcherêê, lerereee etc. - Mais ode a promiscuidade. Mais desvalorização do sentimento, como se o que já temos não fosse o bastante. Entre o "Tá combinado já vou sair com meus amigos, Vai rolar o movimento, isso é problema meu, se der saudade o problema é seu*" e o "Eu tenho medo de te dar meu coração/ E confessar que eu estou/Em tuas mãos/Mas não posso imaginar/O que vai ser de mim/Se eu te perder um dia..."   Eu fico com a última, sem dúvidas. 

Acho que a música podre deve existir.. no seu espaço. É divertido ter uma música tosca pra cantar bêbado na balada, mas isso já existia. Não precisava de mais um gênero musical para endossar esse time. 

E a pergunta que fica é: onde foi parar? Onde está o sertanejo das minhas festas de família? A música de corno!!! Ela ainda existe? Ou será que as próximas gerações vão sempre relacionar a música sertaneja ao "Gustavo Lima e Você"?

Mais uma triste constatação para os nostálgicos. Saudades das duplas de Goiás, saudades da minha infância querida que não volta mais... 




* Não sei se foi só eu que percebi isso, mas vendo só a letra, assim, sem a música, eu jamais diria que isso é a letra de uma música sertaneja. E muito menos, que os próximos versos são do mesmo gênero musical. 





domingo, abril 22, 2012

Solidão.

Eu nunca entendi essa obsessão que há na sociedade em saber se você encontrou o seu par. "Está namorando? Casou? Vai casar? Por que não namora ainda? Você é muito exigente hein, não pode ser assim". Não entendia porque as pessoas se preocupavam tanto em saber se você estava... sozinha. E eu tinha o argumento na ponta da língua: "Não namoro, mas enquanto eu tiver amigos, nunca estarei sozinha."

Quão foi doloroso perceber que isso não era verdade... e que no fim das contas, eles têm razão: enquanto você não encontra seu par, você está, SIM, sozinha.

Às vezes, parece que não. Principalmente, quando você está rodeado pelos amigos. Encontram-se sempre, fazem festas, saem, viajam, enfim.. essas coisas que os amigos fazem. Mas por mais maravilhosos que seus amigos sejam, por mais que eles te amem muito, eles serão capazes de te deixar só. Talvez não de propósito, muito menos por maldade, mas a verdade é que não somos prioridade para nossos amigos. Só seremos prioridade para alguém, de verdade, quando encontrarmos um par. Duvida? É muito simples se dar conta disso. Pense em quando se apaixonou por alguém - tenho certeza que o objeto deste sentimento sempre esteve entre suas listas de prioridade mesmo sem pedir, sem precisar pedir. Ele simplesmente é.

Existe uma grande diferença em se sentir só porque as pessoas que você ama não estão por perto (moram longe, estão em outro estado, outro país, enfim, existe a distância física) e a solidão sentida quando todas as pessoas que poderiam estar com você não estão. Não há dúvidas de que esta última é muito pior. Costumava ficar decepcionada quando me sentia sozinha mesmo tendo tantos amigos por perto, hoje não sinto mais nada. E nem sei o que é pior, a decepção ou nada..

É obvio que todo mundo tem suas individualidades e egoísmos e, mesmo em um relacionamento, é possível sentir-se sozinho, a diferença é que neste caso se pode contestar, cobrar, lembrar, vocês podem discutir, pedir desculpas e logo estarão lá, juntos novamente. No outro caso, não. Resta entender que cada um tem suas prioridades e você não pode cobrar de um amigo que ele se preocupe se você vai se sentir sozinho ou não. A solidão é um vazio imenso. Não é só a falta de companhia física. É a falta de pensamentos a serem dedicados, é a falta de planos compartilhados, é até mesmo um ferimento na vaidade de pensar que ninguém se importará com você em primeiro lugar.

(Será que é muita pretensão querer ter alguém a quem sejamos prioridade? Talvez.. mas o que é o homem senão inúmeras pretensões?)

Depois dessas certezas, fica uma dúvida: e para aqueles que não existe um par? A solidão será uma constante? Será sempre assim? Sem uma mão para segurar, sem um abraço pra preencher, sem um número para ligar, sem um lábio para tocar? A solidão na estrada.. a solidão do domingo.. a solidão sem fim?




sábado, abril 14, 2012

Despertar

Sempre achei genial a escolha de Kafka para o início de suas histórias. Para quem não conhece, o escritor tcheco é autor de tramas angustiantes, profundas, complexas e que sempre começam com um despertar. Desperta, e está sendo processado. Desperta, metamorfoseou-se em uma barata.O despertar, neste caso, é simbólico. Trata-se do rompimento, da transformação. É como se, antes do despertar, o mundo estivesse em sua perfeita ordem e então, no momento em que se abre os olhos, tudo mudou e é impossível voltar atrás.

Tudo se torna pior depois que despertamos...

Nos dias de tristeza, é assim. Ao abrir os olhos, a vontade é de fechá-los imediatamente e não voltar mais a abrir até que as coisas voltem a ser como antes, até que tudo passe, se encaixe novamente, até retomar a ordem natural.

Ou ainda, a vontade é de continuar no sonho, que não terminou. (eles nunca terminam) Até mesmo no escuro, no silêncio, para aqueles que não se lembram das imagens formadas pelo inconsciente. Qualquer coisa é mais aceitável do que ter que despertar. Despertar... e lembrar das palavras ditas. Despertar...e lembrar das decisões a tomar. Despertar... e encarar a realidade. Despertar... e ter que seguir adiante, quando a única vontade é enfiar novamente a cabeça no travesseiro.

Não se trata de acordar simplesmente. Nem só abrir os olhos e deixar de dormir. A dor está no despertar da consciência, quando somos obrigados a deixar o conforto do refúgio do sono e ver que esta não é vida que você queria. Não foi assim que você planejou. E que merda que as coisas são assim.

Quando há algo de doloroso em nosso coração, ao despertar, é como se tivesse acabado o efeito da anestesia. Lentamente, ao passo que o corpo retoma suas ações, vêm junto as sensações: medo, angústia, saudade, solidão, melancolia... Assim, eu só sei que estou realmente bem, plena e satisfeita, quando despertar não dói.

Gregor assume forma de uma barata. Josef K. é preso e condenado. E eu, a cada despertar, espero minha metamorfose. Eu continuo a mesma. Nada muda. E eu me pergunto: até quando?

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Lições para o carnaval 2013



1. Antes de tirar foto, verifique se está próximo (ou no meio do caminho) do ambulatório. Evite acidentes.
2. Não deixe copos a menos de 1m de distância de mim.
3. Hipocrisia é um problema sério.
4. A Laila Dominique não vai amanhã.
5. Não fique com pessoas com quem você fazia caminhada.
6. Curtir o status das pessoas pode preservar a sua vida.
7. "É triste quando você posta e ninguém curte" (CRUZ, Sue Ellen.2012)
8. Não subir no palco no show do Jorge Benjor, caso você não seja uma piriguete.
9. O tapete pode ser um lugar agradável para dormir ao som de Dream Theather.
10. Antes de ir embora, verifique se há cerveja no congelador da anfitriã. (foi mal, Regi!)
11. Antes de filmar, verifique se o REC está ligado para preservar o seu namoro.
12. Ao falar, verifique se o "filtro-regi" está habilitado, se sim, certifique-se da relevância do que diz.
13. É possível passar o carnaval sem ouvir "Ai se eu te pego".
14. As mina pira.

E quem diria que o carnaval não poderia ser divertido! Basta ter os melhores amigos! :)

sábado, fevereiro 18, 2012

Eu quis evitar, resistir.. mas não deu.
(ou talvez, eu não o quis com muita verdade)
É uma daquelas ações automáticas
como abrir os olhos, respirar.
Os planos vinham a minha cabeça sem que eu pudesse barrá-los.
Tentei por diversas vezes por meus pés no chão
e focar o olhar ao que eu tinha em mãos.
Mas quando, por descuido, eu fechava os olhos, estavam lá:
as músicas que eu gostaria de oferecer,
as palavras que eu queria lhe falar,
os momentos que eu gostaria que vivêssemos,
as pessoas que eu queria que conhecesse,
os convites que eu queria fazer
os lugares que eu queria te mostrar
os abraços, os beijos, todo o carinho que eu tinha para lhe dar
a vontade que eu tinha de cuidar
sem nem mesmo saber se você precisaria dos meus cuidados,
e o pior: estava lá também
tudo aquilo que eu queria ouvir
que você me dissesse
que você sentisse
a vontade de dar "ao amor mais uma chance, a nós mesmos uma nova chance".
(Como é possível que depois de tudo que já vivi ou passei, ainda assim fosse capaz de querer essa nova chance?)
Fazia meus planos sempre pensando em dois.
Eu e Você.
Tola, me esquecia que era apenas um,
Eu e Eu.
 - como sempre.
Nada havia mudado.

Penso se você gostaria de viver tudo que planejei para nós.
Se seríamos tão bom juntos como eu achei que seria.
Mas tudo não passa de um pensamento..
e o mais duro, o mais difícil, o mais doloroso..
é saber que existe algo aqui dentro
(algo burro e ingênuo)
que espera que tudo mude..
de repente, não mais que de repente,
que os fatos não estejam dizendo que dizem
que seja a exceção
e as coisas sejam como eu gostaria que fosse..
e essa história não se torne mais um "de novo" na minha vida.

"And I wonder when I sing along with you
If everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again"

terça-feira, janeiro 17, 2012

Retrospectiva 2011

Eu já tinha visto no 13 anos depois que a Mirelle tinha feito uma retrospectiva em fotos do ano de 2010. Achei super legal e pensei em fazer também, mas acabei desistindo nem lembro o porquê.. e aí, ela fez de novo em 2011. E como ela disse, bem, se você passou algum mês sem algo interessante para destacar, tem que ver isso ae..rs Pois bem, eu acho que também não tenho um evento interessantíssimo para cada mês. Mas está aí minha meta para 2012: fazer pelo menos uma coisa que eu ache realmente legal em cada mês deste ano!  Por enquanto, ficamos com a de 2011.. ano difícil, pesado, mas das dificuldades também surgem coisas boas! E ao terminar esse post, eu me dei conta de que 2011 foi muito melhor do que eu julgava ter sido! 

Janeiro 
Viagens sempre compõem as melhores lembranças! Ainda mais quando você viaja para matar as saudades! E aí, em Janeiro, parti junto com amigas incríveis para Argentina. Primeira parada, Buenos Aires 
(Cris e Eu em frente à Casa Rosada) 
Logo depois, Córdoba! Cidade da minha Argentina preferida, Romina ! E que cidade linda também!! Já morro de saudades!
(Companheiras de Viagem: Ju, Rê e Cris agarrando a Romi) 
Fevereiro
Não consegui achar NADA de legal sobre este mês. Tenso.  
Março 
O carnaval este ano foi em março e nem mesmo ele salvou esse mês.
Abril 
Já fazia meses que eu esperava pela chegada deste dia! Foi o meu primeiro show internacional FODA, e não poderia ter tido melhor estreia.Desde quando a turnê Vertigo veio ao Brasil, eu esperava ansiosamente pela próxima vinda para não perdê-la de jeito nenhum. E foi difícil hein? Mas conseguimos! Simplesmente DEMAIS!
            (Eu e Ju no show do U2 tour 360º) 
Maio 
Recebi um convite irrecusável! O João Paulo, meu aluno querido, me convidou para ir no show do Paul Mc Cartney no Rio de Janeiro! E foi um passeio e tanto! Com direito a  visita cultural pelo centro da cidade, prainha, a ótima recepção da Isis e do Vitor, além encontrar o próprio ex-beatle  saindo do Copacabana Palace!!!! Muita emoção para um simples fim de semana que foi inesquecível!!! 
Junho 
Mais um show internacional! Dessa vez não era um ídolo, mas foi divertido mesmo assim! Ainda mais quando é um ícone dos anos 80! Colin Hay, do Men at Work
(Colin Hay, Red Eventos) 
Julho 
Fiz algo que nunca achei que iria fazer! Tudo começou com uma ideia apenas, escrevi um texto sobre o abuso do pedágio que separa Jaguariúna de Campinas e lancei no facebook com a intenção de organizar um Movimento. E foi assim que nasceu o Movimento Pedágio Justo na cidade de Jaguariúna!! Eu e mais uma galera porreta conseguimos mobilizar as pessoas para um protesto em prol de um valor justo! (E não os tais 9,10 que pagamos para percorrer 30km) Fiquei orgulhosa de mim mesma e feliz de saber que a população quando quer é capaz de provocar mudanças! Ainda não temos resultados concretos, mas se não tivermos, vamos nos mobilizar novamente, com certeza! 
Ainda em julho, fui madrinha de casamento da minha petite Stelinha, 
E, por último mas não menos importante, fiz minha primeira tatuagem
Agosto 
Cri Cri Cri....  
Setembro 
Uma das coisas que marcou o meu tempo de faculdade foi que eu e minhas amigas éramos viciadas em assistir ao Terça Insana! Víamos os Dvd's ou então os videos do youtube mas eu nunca tinha visto ao vivo, no teatro mesmo! Eis que eles vêm para Jaguariúna! De quando eu me viciei em assistir até hoje, o elenco já mudou várias vezes, mas ainda é excelente! E nesta atual formação qual não foi a surpresa de ver o Arthur Kol fazendo "A velha a fiar" do Rá-tim-bum! 

Mês de aniversário! E mês de aniversário é sempre bom né? Dancei pra me acabar, me diverti um monte e abracei tanto os meus amigos queridos! Sem dúvida, foi o melhor de setembro! 
Fiquei contente também com mais um convite inesperado, ser madrinha de crisma da Lari, uma aluna muito especial que já é muito mais que uma aluna, com certeza!
E pra terminar setembro, um show com direito à foto com o artista! haha Que era simplesmente Frejat.. 
Adoro setembro!!!! :) 
Outubro
Mais Rio de Janeiro, Mais emoção! Rock in Rio, bebê! 
Primeiro, um dia maravilhoso no Rio de Janeiro - Sol, passeio turístico, cervejinha e companhias tão maravilhosas quanto a cidade! 
Depois de dez anos de espera, cantei e pulei todas as músicas que foram a trilha sonora da minha adolescência... 
(Show do Guns n' Roses)
Ainda em outubro! Teve o show do Seu Jorge e todo esse dia é um daqueles de histórias malucas para contar pros netos um dia (ou não..) 

Mais show, mais "recordar é viver" - Show do Aerosmith 
Definitivamente, foi o ano em que descobri mais uma paixão além de viajar: Shows! 

Novembro 
Doce Novembro.. essa segunda metade do ano é sempre melhor que a primeira! Muitas coisas boas acontecem! 
Como em todos os anos, tem a realização do Sarau no colégio onde trabalho! Que é quando me sinto realizada e quando tenho mais certeza de que quero MESMO ser professora! 
(Acreditem, eu estou ali no meio!)

Essa foto é pra ilustrar um fds que foi muito especial, porém é impossível de se pôr em palavras. Não se trata te alguma acontecimento ilustre, uma viagem importante ou qualquer coisa do tipo, mas é um daqueles fds que fazem vc rir sozinha quando lembra.. :)
(11-11-11)

Foi em Novembro também o primeiro encontro do Clube de Leitura discípulos de José. Nem preciso dizer o quanto eu adorei encontrar pessoas com quem eu possa sentar em um bar e discutir o livro que lemos. E merece destaque também nesta retrospectiva o livro A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera. Um divisor de águas na minha vida! 
(São sempre as mesmas perguntas que desde a infância passam pela cabeça de Tereza. As perguntas realmente sérias são aquelas e somente aquelas que uma criança pode formular. Só as perguntas mais ingênuas são realmente perguntas sérias. São as interrogações para as quais não existe resposta. Uma pergunta sem resposta é um obstáculo que não pode ser transposto. Em outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e que traçam as fronteiras de nossa existência.)
Dezembro 
Nasceu meu sobrinho postiço querido, o Enzo

Além de todas as comemorações de fim de ano que eu adoro, encerrei o ano fazendo o que eu mais gosto de fazer: Viajando, num lugar lindo, com amigos queridos!!!
 (Barra do Una, São Sebastião) 
(Galera reunida!) 

O bom de fazer isso é que você percebe que as vezes reclama demais! Não sei por que tenho a impressão de que o ano de 2011 foi muito difícil, mas quando a gente pára pra pensar em tudo que fez e viveu percebe que está reclamando de barriga cheia! Talvez eu me sinta assim porque foi um ano de aprender algumas coisas a duras penas.. e agora que aprendi, posso levar as coisas com mais leveza! 
E que venha 2012!

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