segunda-feira, maio 28, 2007

É, eu tinha que dizer..

Segunda-feira de frio. Não tão frio quanto ontem, mas frio.
Muito bom poder ficar em casa, aqui, fuçando em orkuts, comendo coisinhas, com agaslhos quentinhos e poder me deitar as onze pra dormir um pouco mais.
Vocês podem se perguntar, "ué, mas vc já está de férias?".
Não, não estou, e nem queria estar, mas fui forçada a entrar de férias por "uma causa maior".
É.. algumas pessos aí que dizem lutar pelo social, pela justiça e tal, decidiu em Assembléia pela paralização da Universidade. Acho que não preciso reproduzir o discurso que eu ouço, vejo, e leio todos os dias nos corredores daquela universidade. Caso alguém não conheça, não se preocupem, é o mesmo dos militantes da década de 70. Igualzinho, sem tirar nem por. As mesmas palavras: contra o autoritarismo, pela liberdade de expressão, a luta pelo proletariado e tudo e tal. Palavras e mais palavras e há quem diga que existe também algumas ações. Invasão da reitoria, teatrinho, encanações, discussões, mesa redonda e blá bláblá..
Enfim, desde já, me perdoem por existir e por ter esses pensamentos "burgueses", mas.. francamente, é muita gente que é feita de idiota nessa pseudo greve, e eu nem to afim de fazer parte.
São os bixos acreditando que apoiam um movimento estudantil de verdade, e que estão agindo em prol da universidade, são os militantes achando que vão mudar o mundo e que podem reviver o ME da década de 70, são os professores que fingem ser conscientes e não furam a greve, mas que não movem uma palha, e aproveitam o tempinho livre pra desenvolver suas pesquisas, são muitas pessoas acreditando que estão salvando a universidade, mas que não são capazes nem de amarrar os próprios tênis da nike.
Em 2004, eu "apoiei" duas greves. Uma na universidade, e uma no meu meio de trabalho. Vi as duas se espatifarem e chegarem a lugar nenhum. E agora, em 2007, a história se repete. Dessa vez, sem expectativas, sem sonhos, sem apoio. Somente inconformismo, com essas pessoas que vivem de ideologias passadas.
Não sou a favor dos decretos. De jeito nenhum. Acho lamentável que a universidade esteja sucateada, e que tendência seja cada vez mais piorar. Acontece que, se não fizermos nada, não vai resolver, e se fizer greve, tb não vai resolver. Simplesmente porque o único recurso que os trabalhadores tinham pra lutar pelos seus direitos foi banalizado. Banalizou-se a greve. Virou "coisa de baderneiro", "vagabundo", "gente que não tem o que fazer" e etc. E não é a toa que as coisas são assim, porque vemos muito oportunistas nessas histórias, e assim, a greve banalizou a tal ponto, que um hospital pode deixar de atender pessoas que estão morrendo que o governo não está nem aí.
Ora, não vai ser alguns estudantes invadindo a reitoria que vai "sensibilizar" o nosso grande merda governador José Serra. Afinal, não sejamos ingênuos: ele já esperava essa reação, e não estava, e nem vai estar, nem aí!!!
É hora de pensar outro recurso, outras maneiras de reivindicar. E não inisitir na velha tecla apagada que não chega a lugar nenhum!
E enquanto isso, vamos estudar minha gente. Esperar o tal do diploma que dizem por aí que faz alguma diferença, e fazer algo de concreto pela sociedade!!! Alfabetizar crianças, ensinar violão, assobiar e chupar cana, sei lá! whatever! levar o conhecimento da academia pra vida!! e não apenas ficar fazendo teses e descutindo a greve pelo orkut! pelo amor de deus! O mundo é mais que o centro acadêmico!!
Bom, hoje é segunda feira. Estou em casa. E amanhã também. E depois. E sei lá até quando.
E, sinceramente, não me agrada nem um pouco.
tenho dito!

sexta-feira, maio 25, 2007

O vento vai dizer lento que virá...


Posso ouvir o vento passar
Assistir a onda bater
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver

Eu pensei que quando eu morrer
Vou acordar para o tempo
E para o tempo parar

Um século, um mês
Três vidas e mais
Um passo pra trás?
Por que será?
...
Vou pensar

Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber
Não te dizer o que eu penso Já é pensar em dizer
Isso eu vi, o vento leva!

Não sei mas sinto que é como sonhar
Que o esforço pra lembrar
É vontade de esquecer
E isso por que?
(diz mais)

Uh..
Se a gente já não sabe mais
Rir um do outro meu bem
Então o que resta é chorar
E talvez
se tem que durar
Vem renascido o amor
bento de lágrimas.

Um século, três
Se as vidas atrás
São parte de nós
E como será?

O vento vai dizer lento que virá
E se chover demais
A gente vai saber,
Claro de um trovão,
Se alguém depois sorrir em paz
Só de encontrar...
(O Vento, Los Hermanos)

terça-feira, maio 22, 2007

questões universais..

Certo dia, a mensagem pessoal do msn de um amigo era:


"Como pode o ano passar tão depressa e os dias tão devagar?"


Quero fééééééééérias!

sábado, maio 19, 2007

eu só queria que vc soubesse....


Marisa Monte - A Sua
Eu so quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também

Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade

Tô pensando em você

E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
*Como o tempo vai e o vento vem*

segunda-feira, maio 14, 2007

"..We'll be playmates and lovers and share our secrets worlds.."


Uma vez, no fotolog da minha amiga Xulyandrews, ela foi "amaldiçoada" e o castigo era revelar seis segredos. Como começam essas manias de fotolog, eu realmente não sei. Mas eu achei bem interessante.. porque, acaba não sendo um castigo, e sim, um desabafo. Não são segredos de morte.. mas são aqueles segredinhos, que nem são tão segredos assim, já que vc quer que os outros tomem conhecimento sobre eles.
Bom.. o título desse blog é "I just want you to know who I am" não é mesmo? então, decidi revelar alguns "segredos".. Coisinhas, como diria a Dna Edith, que.. pra alguns pode ser novidades, pra outros, surpresa nenhuma... e por aí vai..

1) Eu sou uma pessoa extremamente prática. Em vários aspectos: não enrolo pra comprar nem roupas, nem sapatos, nem pra escolher um salgado na padaria. Gosto de coisas suscintas e diretas, detesto burocracia e papel desnecessário. E não gosto de complicação demais pra coisas simples. Mas quando o assunto é o coração...ah.. essa praticidade se espatifa igual a uma bolha de sabão.
Eu penso, repenso, finjo não pensar, crio teorias, questiono-as.. e não chego a lugar nenhum.
Não tenho problemas pra falar em público, apresentar trabalhos, seminários, dar aulas..nada!
Mas não me peça pra falar de mim, ou dos meus sentimentos, ou até mesmo, não me observe conversando com a pessoa por quem estou apaixonada.. gaguejo, fico vermelha, solto risos nervosos e trêmulos, totalmente desconfortável..
É.. já aprendi muito na minha vida, até como improvisar um trabalho acadêmico.. mas esse tal de coração aí ainda me dá um belo de um baile!

2) Não gosto de azeitona. Não gosto! Não adianta! Já tentei de todas as formas! no meio da empadinha, a roxa, a verde, a grande, a pequena.. não dá, não desce!

3) Esse é tenso: Eu gosto de música sertaneja.
É intrinseco, é mais forte que eu!
Quando eu vejo estou cantando aquela música de corno com o braço levantado pra cima, e, francamente, não tem música melhor pra curtir uma fossa.."e nessa loucura, de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfaraçando as evidências..mas praquê viver fingindo, se eu não posso enganar meu coraçããããão, eu sei que te amo!"

ps.: Uma ressalva: gosto daquele sertanejo antigo, não esse pop de hj em dia..(acho que não ameniza mto, mas.. rss)

4) Eu não tenho medo de envelhecer. Acho até bonito, sou a favor da filosofia de que "cada idade tem seu prazer e sua dor", por isso, detesto gente que atropela o tempo - tanto aqueles que agem como se tivessem mais idade do que têm, tanto aqueles que acham o máximo terem parado no tempo. Tudo bem que a idade está no que sentimos pro dentro e blá blá blá..mas, onde fica o bom senso???

5) Detesto sentir que estou dando murro em ponto de faca. Se vejo que a coisa não tá indo bem..já largo mão. Com uma exceção: tenho o "dom" de me meter em relacionamentos que não vão chegar a lugar nenhum e o pior, tenho o "dom" de não conseguir sair deles.

6) Eu sou muito cética. Acho que a vida é irônica demais, e que algumas coisas são apenas fruto do acaso - um charuto, as vezes, é só um charuto - mas eu leio horóscopo. Sempre que pego uma revista, ou um jornal, dou uma olhadinha de canto pra ver se ninguém me vê, e leio meu horóscopo. Logo depois eu esqueço o que ele disse, mas na próxima semana leio de novo.
Se acontece algo de muito ruim (as vezes, nem é tão ruim assim) enfim, só sei que não consigo mais usar a roupa que eu estava usando no momento. Acho que isso é uma superstição né? Céticos têm superstições??


Nossa.. poderia escrever muitos e muitos outros "segredos" desse tipo.. mas aí ficaria muito egocêntrico, não é mesmo?? rss ;)

Afinidade

"Afinidade
Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro, mas quando existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado? Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios?
Sentir com, é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas, quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação, porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado...
(Artur da Távola)"

domingo, maio 06, 2007

E no meio do caminho.. tinha uma pedra.


Gosto de finalizações. Mas calma lá, não todas. Apenas aquelas que nos dão a sensação de dever cumprido! Por exemplo.
Gosto da sensação de enviar aquele trabalho que tava enroscado há dias. Tá, ele pode não ter ficado lá muito bom, mas.. eu não tinha como fugir disso, então pra que enrolar, não é mesmo?
Gosto de entregar as provas corrigidas e com as notas registradas. Pronto. Passou mais uma fase..
só não me agrada aqueles relatórios que vem depois, ou as notas vermelhas que.. sinceramente, não sei o que fazer para que elas possam "mudar de cor".
Gosto da sensação de sexta feira a noite chegando.
Do dia 30, ou 31.. que anuncia um novo mês, e talvez, uma nova história, ou apenas mais um mês, mas ainda assim, gosto.
Retifico-me então, gosto de cumprir tarefas.
Coisas materiais podem acabar. Não vidas, sentimentos, histórias com "felizes para sempre". Afinal, "felizes para sempre" tem que ser para sempre,oras!
Não gosto de histórias de namoros que acabam.
De brigas definitivas.
De sonhos que não se realizam.
De pessoas que pareciam eternas, e de repente, morrem.
Já sei, com 20 anos eu deveria estar acostumada com algumas "coisas da vida". As vezes, eu me acostumo. Mas.. algumas eu ainda "Não aceito". Dói-me.
Dói-me ver um casal que tem tudo pra ser feliz, mas perde tempo com bobagens. É, bobagens, ciúmes, pirraças, infantilidades.
Dói-me ver uma amizade sincera, leal, de repente..pluft, sumir. De repente todos os momentos de cumplicidade, todas as alegrias, todas as histórias, tudo! simplesmente se perde, e novamente por bobagens. Talvez uma história mal contada, falta de conversa, conflito de egos, não sei. As pessoas não mudam. Elas são sempre do mesmo jeito. E, como pode, de uma hora pra outra vc mudar totalmente de opinião sobre ela?
Dói-me ver sonhos se espatifando diante da realidade... ok, dizem por aí que depende apenas de mim.. talvez eu não tenha feito o suficiente. O fato é que as vezes ele se espatifa. Ou então, se distancia.. assim como os planos, aqueles que a gente faz acordada mesmo, aquelas histórias que a gente cria na nossa cabeça minutos antes de pregar os olhos e elas simplesmente não se realizam. Nunca. Aquelas histórias que criamos, e apenas criamos, em nossas cabeças, e só lá que elas ficam.
Dói-me. Com o tempo passa, acostuma. Sim, eu me acostumo. Mas isso não impede que eu me questione - Por quê?
Não estou triste, não estou revoltada, nem depressiva, porque já aprendi a me acostumar com algumas coisas, mas aqui.. nesse blog, as palavras são meu jeito mais secreto de calar. E então, eu as solto..
Acho que eu deveria mudar a primeira frase desse texto. Detesto finalizações.
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